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Irmãos à Obra – Entrevista exclusiva

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Irmãos à Obra – Entrevista exclusiva
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Confira entrevista exclusiva de Drew e Jonathan Scott:
1. Quais são os erros mais comuns na reforma de uma casa?

Jonathan Scott: Em geral, os proprietários exageram. Eles colocam itens que não vão gerar muito retorno financeiro se mudarem de ideia e decidirem vender a casa, porque são coisas muito específicas. Um exemplo é a reforma dos banheiros. Nos Estados Unidos, se você retirar todas as banheiras de um imóvel com dois ou três banheiros, e instalar apenas chuveiros, ele já não será interessante para famílias que precisam de uma banheira para dar banho nas crianças. Então é preciso tomar cuidado e consultar um avaliador para entender o que aumenta o valor do imóvel aos olhos do comprador e o que reduz esse valor.

Drew Scott: Também achamos preocupante quando as pessoas assumem tarefas que não sabem fazer e que exigem a contratação de um profissional. Alguns proprietários decidem tocar a reforma por conta própria, como trocar o gesso e a fiação. Tentam economizar e acham que estão fazendo um ótimo trabalho, mas no fim das contas, não fica tão bom como o de um profissional. E quando algum comprador vai ver a casa, percebe que o trabalho ficou malfeito e acaba oferecendo menos pelo imóvel.

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Crédito: DNI

2. Vocês precisam convencer as pessoas a gastar muito dinheiro e assumir um grande risco. Como vocês conseguem?

Jonathan Scott: Às vezes é bem assustador para os proprietários porque há muito dinheiro em jogo. Mas o nosso grande diferencial é a nossa experiência. Fazemos isso há muito tempo. Somos muito bons em “esticar” os orçamentos para conseguir extrair o máximo potencial de uma casa, e sempre vale a pena. Também nos colocamos no lugar do comprador, porque muitos deles não têm a nossa visão. E o software 3D que usamos no programa é muito avançado, é diferente de tudo o que já viram. Felizmente, nunca estouramos o orçamento de um projeto. É isso o que tranquiliza os proprietários.

3. O que vocês sugeririam para alguém que está procurando uma casa para comprar? O que é mais importante?

Jonathan Scott: A maioria dos clientes com quem trabalhamos em Irmãos à Obra conta com orçamentos muito apertados e tem medo de ter que gastar mais dinheiro. Nesse caso, sugiro que procure casas que não precisem de uma reforma drástica. Talvez seja preciso remover apenas algumas das paredes internas e instalar algumas vigas para ampliar o espaço. O mais importante é encontrar um bom terreno, a localização perfeita e uma área construída bem próxima da que está procurando.

Drew Scott: Sempre pedimos que os clientes escrevam absolutamente tudo o que adorariam ter em sua casa. Em seguida, fazemos com que reduzam suas opções ao básico. Eles podem ter cinco quartos, três banheiros, um lavabo, e o que mais quiserem, mas devem se perguntar: “O que é indispensável”? Por exemplo, uma família com quatro crianças provavelmente vai precisar de uma casa de quatro quartos. Isso é indispensável. Mas, do lavabo, ela pode abrir mão. É uma questão de reduzir as necessidades antes de começar a procurar uma casa.

4. Qual é a sua opinião sobre o estilo latino-americano no design de interiores?

Drew Scott: Nós viajamos pelo mundo todo e adoramos o design e a arquitetura internacional. Mas, quando chegamos à América Latina, ficamos impressionados. A vibração, o estilo, o design, a cultura, são completamente diferentes. E esses são os elementos que trazemos na bagagem quando voltamos para o Canadá e os Estados Unidos. Nós implementamos muita coisa do que vemos em nossos projetos. Adoramos misturar diferentes estilos e diferentes culturas.

5. Que itens são importantes para uma família?

Jonathan Scott: Em geral, o principal objetivo de uma casa é facilitar a sua vida. Gosto de criar espaços que tornem a casa aconchegante e confortável. Na pintura, por exemplo, algumas tendências atuais apontam para uma mistura de tons relaxantes com pontos focais de cores fortes. Isso confere mais personalidade aos ambientes. Se você tem quatro ou cinco filhos e vai passar muito tempo lavando roupas, uma das coisas que facilitam muito a vida é investir em uma lavanderia totalmente equipada. Outra opção é montar uma sala de jogos completa. Assim a família pode se reunir, assistir a filmes ou jogar jogos sem precisar sair o tempo todo para se divertir fora de casa.

6. Quais são as vantagens da tecnologia em uma reforma?

Drew Scott: O software 3D que usamos, que aliás é gratuito, é uma grande vantagem, porque muita gente não consegue visualizar como sua casa ficará. Assim que entramos em uma casa, sabemos o que funciona, o que é seguro, o que dá certo ou não, de acordo com a sua estrutura. É claro que contamos com a consultoria de engenheiros, mas ficamos de olho em todos os detalhes porque tudo pode acontecer. Para compradores e proprietários, muitas vezes é um tiro no escuro. Então a tecnologia nos ajuda a pintar um “retrato mental” e a mostrar o que os donos podem fazer com o espaço.

Jonathan Scott: Também passamos muito tempo pesquisando novas tecnologias para garantir que estamos usando os recursos mais avançados disponíveis. Costumo ir a feiras de equipamentos para conhecer as novas tecnologias. Encontramos muitos produtos que podemos incorporar aos projetos, como as superfícies digitais interativas. Qualquer superfície sólida da sua casa pode ser digitalizada, e você também pode criar uma casa verde, amigável ao meio ambiente, com mais eficiência energética. Passamos muito tempo não só escolhendo produtos já consagrados, confiáveis e duráveis, mas também pesquisando o que é novo e revolucionário.

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Crédito: DNI

7. Vocês usam essas tecnologias em suas casas? Elas são casas verdes?

Jonathan Scott: Sim, tento incorporar todas as coisas que acho interessantes na minha própria casa. O engraçado é que passei tanto tempo viajando pelos Estados Unidos e Canadá, ajudando outras pessoas a criar sua casa dos sonhos, que não passei muito tempo na minha própria casa. Mas estou fazendo um projeto grande agora. Adoro investir em lazer, então estou construindo uma linda piscina, com uma tela de cinema em tamanho natural embutida, que se eleva do chão. A piscina também tem um bar e um jardim, com tudo o que preciso para me divertir com os amigos. Para mim, diversão é importante.

Drew Scott: Para mim, a tecnologia também é importante. E as superfícies interativas são a última novidade nas casas modernas. Hoje já podemos ler e-mails em superfícies de vidro na janela ou em uma mesa. Isso é essencial, porque passamos muito tempo viajando, é importante poder interagir com alguns recursos de segurança que acessamos pelo celular. Temos aplicativos que nos permitem acender as luzes, movimentar as câmeras e dar uma olhada para ver se está tudo bem com a casa, ou desligar alguma coisa quando estamos fora.

8. Como reformar uma casa sem gastar muito dinheiro? Vocês têm algumas dicas?

Jonathan Scott: Se você tem pouco dinheiro para gastar em uma reforma, a coisa mais importante é estabelecer o valor do orçamento antes de sair às compras. Muita gente começa a olhar as lojas, e como por mágica, o orçamento começa a inchar cada vez mais. Por isso, é importante definir o orçamento e entender quais são as coisas mais importantes. Você pode cuidar pessoalmente de tarefas mais simples, como a pintura, mas é preciso saber quais estão à altura das suas habilidades. Quando chegar às partes mais complicadas, como encanamentos e instalação elétrica, é melhor contratar um profissional. Essas são as coisas que vão custar mais caro. Sugiro que você se concentre nas coisas que pode fazer, como os armários da cozinha. Hoje é bem fácil comprar armários pré-fabricados de boa qualidade, que os próprios proprietários podem montar.

Drew Scott: Gostaria de dizer uma coisa muito importante. Quando a gente reforma a nossa casa, quer que ela pareça como nova. E muitas vezes, os proprietários não percebem que não é preciso reformar, basta reduzir ou mudar alguns ambientes. Você pode mudar os móveis de lugar e transformar os ambientes para que pareçam espaços totalmente novos. Se o seu orçamento é muito apertado, pesquise em revistas de decoração e na internet ou visite o nosso site, e vai encontrar inspiração para o que tem em mente. Olhe para o espaço e se pergunte: “o que eu posso fazer para que ele fique do jeito que eu imaginei sem que eu precise reformá-lo?” Às vezes, basta remover um móvel, reposicionar uma mesa ou pintar algumas paredes para criar um ambiente novo.

9. Que lugar de uma casa exige mais atenção, a cozinha, a sala de estar, o banheiro ou o porão?

Drew Scott: Ouvimos muita gente sugerir que se deve investir mais na cozinha e nos banheiros, e não nas outras áreas. Mas se você estiver preparando o imóvel para vender e quiser impressionar os vendedores, não adianta fazer uma reforma pontual em uma ou duas áreas, como a cozinha e o banheiro. Quando um comprador vier ver a sua casa, verá que a cozinha e o banheiro são novos, mas que o restante da casa continua antigo – e estas serão as únicas partes da qual vai se lembrar. Então sugiro que você faça uma reforma moderada na casa inteira, gastando um pouco na cozinha, no banheiro ou em uma sala de jogos no porão. Na cozinha, por exemplo, você pode colocar um bom exaustor, e na sala de jogos do porão, um equipamento de som surround. Cada área deve ter um toque especial que não custa muito caro.

10. Como as pessoas podem distinguir vocês dois? No que vocês são diferentes?
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Crédito: DNI

Drew Scott: Obviamente, o jeito mais fácil é ver que eu sou bem mais bonito e mais inteligente que o Jonathan!

Jonathan Scott: E modesto. Ele é muito modesto.

Drew Scott: "O cabelo", é assim que chamamos o Jonathan no programa. Eu sou o apresentador. E o Jonathan é "o cabelo". É o jeito mais fácil de diferenciar a gente. E eu nunca uso cinto de ferramentas.

Jonathan Scott: Na verdade, tem um outro jeito de diferenciar a gente. Eu e o Drew temos a voz bem parecida, falamos exatamente igual no telefone. Falamos com os nossos pais o tempo todo, e há mais ou menos um ano, estávamos conversando com a nossa mãe no telefone, quando ela disse para o Drew: “É incrível como a voz de vocês é idêntica no telefone. Mas tem um jeito de diferenciar vocês”. E o Drew perguntou, “Ah, é? Qual?”. E minha mãe respondeu, “Bom, a voz é bem parecida. Mas o Jonathan usa palavras maiores”. Vou ter que fazer terapia por causa disso! :)

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