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6 mitos sobre lesões sexuais

Ai Ai Ai do Sexo
6 mitos sobre lesões sexuais
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6 mitos sobre lesões sexuais
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É fácil ignorar as precauções quando as coisas esquentam, mas suas aventuras sexuais podem deixá-lo em apuros e até provocar ferimentos. A série “Ai, Ai, Ai do Sexo”, do Discovery Home & Health, aborda casos reais de lesões sexuais.

Apesar de não serem tão incomuns, há muitos mitos em torno das lesões sexuais. Será que os boatos sobre pessoas que enfiam coisas “lá dentro” são verdadeiros? 

Quase um terço dos adultos sexualmente ativos já se machucou durante o sexo

Para responder a essas perguntas, conversamos com Debra Herbenick, pesquisadora da Universidade de Indiana, e com Michael Herbenick, um cirurgião ortopédico que já viu de tudo no pronto-socorro onde trabalha. Eles contaram o que pode – e o que não pode – acontecer entre quatro paredes.

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MITO 1: Lesões sexuais são extremamente raras

“As lesões sexuais não são comuns, mas também não são tão raras”, explica Debra. “Um dos desafios é que os pacientes que chegam ao pronto-socorro têm vergonha de contar que se machucaram durante o sexo. Geralmente, eles não admitem que sejam lesões sexuais.”

Segundo uma pesquisa de 2010, quase um terço dos adultos sexualmente ativos já se feriu durante uma relação sexual, e cerca de 5% já tiveram que tratar uma contusão ou hematoma. Entre as lesões mais comuns, estão o estiramento muscular, costas travadas e queimaduras de carpete nos joelhos. Cuidado com sofás, escadas e carros, os lugares mais comuns para sofrer ferimentos desse tipo.

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MITO 2: Lesões sexuais só afetam jovens

Embora ninguém goste de pensar no vovô ou na vovó curtindo um “rala e rola”, Michael Herbenick sugere que essa faixa etária é mais propensa a sofrer lesões sexuais. “As pessoas acima de 50 anos sofrem mais deslocamentos de quadril e de próteses nas articulações”, explica.

Para evitar lesões, a maioria dos médicos recomenda várias semanas de recuperação após uma cirurgia de substituição da articulação, e um retorno gradual à atividade sexual normal, com algumas modificações. Determinadas posições sexuais, como o “papai e mamãe”, geralmente são mais seguras para a maioria dos pacientes.

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MITO 3: Lesões sexuais sempre envolvem duas pessoas

É preciso dois para dançar um tango, mas apenas um para causar danos às regiões íntimas. “Corpos estranhos inseridos na região anal, como vibradores, cabos de vassoura e até desentupidores de pia são bastante comuns”, exemplifica Debra Herbenick.

Ao que parece, essa prática é mais antiga do que se imagina. Segundo uma pesquisa de 1950, os objetos mais estranhos já extraídos do ânus de pacientes incluem agulhas de tricô e cobras. Um estudo de 2009 revelou outros objetos bizarros, como garrafas de plástico ou vidro, pepinos, cenouras, madeira e objetos de borracha – todos encontrados na cavidade anal.

“Alguns corpos estranhos são bastante comuns”, relata Michael Herbenick. “Vemos de tudo, de garrafas a animais, de objetos inanimados a pedaços de alimentos. As lâmpadas, em particular, são complicadas. Se o vidro se quebrar, o caso pode se agravar.”

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MITO 4: É impossível fraturar o pênis

Apesar de não conter ossos, o pênis é repleto de vasos sanguíneos. Se o membro sofrer um trauma ou uma curvatura não natural, o revestimento desses vasos pode se romper, provocando um som de estalo, manchas roxas e – sim, você adivinhou – muita dor. É a chamada fratura peniana.

Os problemas de ereção só costumam acontecer se a lesão não for tratada, mas felizmente, esses acidentes são relativamente incomuns, fáceis de tratar e podem ser evitados.

“Algumas posições favorecem as fraturas penianas, como a ‘cavalgada’ ou fazer sexo em lugares não convencionais”, explica Debra Herbenick. Se isso acontecer, vá imediatamente ao hospital, pois a lesão pode causar danos permanentes.

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MITO 5: Lesões sexuais só acontecem em casa

Embora tanto Debra como Michael concordem que muitas lesões sexuais acontecem dentro do chuveiro, a casa não é o lugar mais perigoso para transar. “Fazer sexo dentro de um carro em movimento é muito perigoso, sempre vemos acidentes provocados pela prática de sexo oral ao volante”, conta Debra Herbenick.

“Na verdade, qualquer veículo em movimento, seja um jet ski, um carro ou uma moto, não é seguro. Na dúvida, estacione”, recomenda.

Michael também relata um acidente horrível que testemunhou. “Um rapaz de uns 24 ou 25 anos, totalmente embriagado, estava dirigindo enquanto a amiga de sua irmã, de uns 15 anos, fazia sexo oral nele. Ele bateu o carro e ela atravessou o para-brisa”, recorda. Moral da história: comportamentos de risco podem apimentar sua vida sexual, mas também podem levar você direto para o pronto-socorro. Todo cuidado é pouco!

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MITO 6: Só quem faz sexo selvagem sofre lesões sexuais

Embora as histórias mais picantes ganhem as manchetes dos jornais, a maioria das lesões sexuais ocorre em situações absolutamente normais. “Nem todas essas lesões são bizarras”, diz Debra Herbenick. “A segunda posição sexual mais comum, com a mulher por cima, é uma causa comum de fratura peniana. Para a maioria das pessoas, é pura falta de sorte.”

Será que isso significa que você deve pegar mais leve entre quatro paredes? Não necessariamente. “Se os médicos falassem sobre tudo o que pode dar errado com o seu corpo, você jamais sairia da cama", reconhece a pesquisadora. Portanto, tenha uma vida sexual saudável e ativa… e aproveite!

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