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Desmistificando as dietas da moda: dieta sem carboidratos

Saúde
Desmistificando as dietas da moda: dieta sem carboidratos
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Desmistificando as dietas da moda: dieta sem carboidratos
Thinkstock
Ao colocar a estética em primeiro lugar, muitas pessoas recorrem a métodos duvidosos, como “dietas da moda”, para alcançar um ideal de beleza. 

Para o nutrólogo Antonio Lancha Jr., pesquisador e professor titular na Escola de Educação Física e Esporte da USP, as pessoas procuram dietas por não terem uma educação nutricional adequada. Grande crítico de dietas restritivas em geral, Lancha explica que, por serem limitadas a determinado período de tempo, elas não alteram significativamente o padrão alimentar, o que acaba levando a pessoa a engordar e ter novamente complicações após o término da dieta.

Ele defende, por outro lado, uma reeducação alimentar, que mude a base da alimentação, levando em consideração as características e gostos do indivíduo, já que uma alimentação saudável deve estar relacionada ao prazer e não ao sofrimento.

Algumas dietas que eliminam determinados nutrientes, prometendo milagres e tendo como “garotas propaganda” algumas celebridades consideradas modelos de beleza, viraram tendência nos últimos anos.

Sobre a eficiência desses métodos, o nutrólogo alerta que “toda restrição calórica, de qualquer natureza, de qualquer nutriente, acaba provocando redução de peso, o que não significa que houve perda de gordura”. Às vezes, acontece exatamente o contrário: a pessoa consegue reduzir seu peso corporal, mas acaba aumentando sua porcentagem de gordura.

O carboidrato como inimigo
Desmistificando as dietas da Moda: Dieta sem Carboidrato

Crédito: Thinkstock

Uma das dietas mais populares dos últimos tempos é a que restringe a ingestão de carboidratos, principalmente no período da noite. Mas abrir mão de um nutriente tão importante pode ser contraproducente quando o objetivo é perder gordura corporal.

Primeiramente, a restrição de carboidrato, como explica Lancha Jr., “leva a uma grande produção de corpos cetônicos, que são indicativos de que a queima da gordura não está funcionando efetivamente e de que estamos consumindo nossa massa muscular. Ela dificulta a utilização da gordura como fonte de energia, pois o carboidrato é necessário para oxidar a gordura".

Ou seja, para emagrecer de fato (queimar gordura), nós precisamos ingerir carboidrato.

Além disso, o nutrólogo explica que eliminar o carboidrato à noite dificulta o sono, “pois a redução de glicose no sangue faz com que o organismo dispare diversos sinais, através de hormônios, para que você busque alimento. Ele dispara um sinal chamado de sistema simpático, que é o sistema de luta ou fuga, e que, uma vez disparado, impede que a pessoa tenha um sono tranquilo”.

Outra questão levantada por Lancha Jr. é que “ao retirar o carboidrato da alimentação, invariavelmente aumentamos o consumo dos outros dois nutrientes fornecedores de energia: gordura e proteína”. 

Evidências científicas mostram que o carboidrato, longe de ser vilão, na verdade é um aliado em uma alimentação saudável. De acordo com o nutrólogo, “o carboidrato é a estratégia fundamental para garantir a queima de gordura e preservar a massa muscular. Ao restringir o carboidrato na alimentação, nós perdemos massa magra e, proporcionalmente, deixamos o organismo mais gordo, mesmo que haja redução de peso.”

Ele ressalta que “isso é complicado tanto na questão da saúde como na estética, pois perdendo massa muscular, a pessoa perde o que é popularmente chamado de definição, ou seja, as características de um organismo magro”.

A gordura, além de ser muito mais calórica, tem a digestão mais complexa e lenta, o que também dificulta bastante na hora de dormir.

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