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Pare de ruminar a obsessão com seu corpo

Corpo e Bem Estar
Pare de ruminar a obsessão com seu corpo
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Pare de ruminar a obsessão com seu corpo
Flickr
Na América do Norte, a obsessão das mulheres pela aparência é tão grande que existe até uma palavra para defini-la: "ruminating". 

Nesse contexto, o conceito de ruminação se refere à incapacidade de se desligar de pensamentos negativos, alimentando um círculo vicioso diante de um problema.

Segundo um novo estudo, as mulheres dedicam 335 horas por ano à própria imagem, ou seja, quase uma hora e meia por dia. Cerca de 60% das mulheres adultas têm pensamentos negativos sobre sua aparência.

Um outro dado parece oferecer uma explicação possível para esse comportamento: 46% das participantes acreditam que as redes sociais aumentam sua preocupação com a aparência. 

A foto do perfil é um dos males modernos dessa sociedade: há quem escolha cuidadosamente as roupas que levará para as férias em uma ilha deserta, já pensando nas fotos que publicará em uma rede social.

A psicóloga e professora da Universidade de Yale, Dra. Susan Nolen-Hoeksema, estuda o fenômeno da ruminação. Em um artigo, ela explica que “pessoas que sofrem de ruminação em um estado depressivo se lembram de experiências ruins e interpretam situações de sua vida atual de forma mais negativa, perdendo a esperança em relação ao futuro". 

Os dados confirmam que a aparência encabeça a lista de preocupações de muitas mulheres. Segundo a pesquisa, 78% das mulheres entrevistadas afirmaram que passam quase uma hora por dia cuidando da aparência para "se sentirem melhor consigo mesmas".

Isso define o processo de ruminação: a impossibilidade de evitar um pensamento negativo, revivendo continuamente uma situação ou ideia, alimentando uma obsessão que, muitas vezes, concentra-se na imagem corporal.

É claro que a solução não é abandonar os cuidados com o corpo, mas refletir sobre as formas de obter satisfação pessoal e, especialmente, aprender a conviver com o que não gostamos em nós mesmas. Vivemos nos adaptando às exigências alheias, sem dar o devido espaço para reconhecer quais são as nossas necessidades mais profundas.

A obsessão pelo corpo e um padrão de reação "ruminante" a situações que envolvem a própria aparência são sinais de insatisfação exagerada com a imagem corporal, segundo estudo preliminar realizado pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Washington.

Se você se identifica com esse padrão, se passa tempo demais pensando na própria imagem ou conhece alguém nessa situação, aqui vão algumas ideias para lidar com o problema.

 

Distração: 

Se você não consegue parar de pensar em sua aparência, distraia-se. Praticar esportes ou se dedicar a uma atividade artística são formas saudáveis de evitar pensamentos obsessivos.

Pensamentos positivos: 

Adote atividades que inspirem ideias otimistas e inspiradoras. A ioga e a meditação são boas opções.

Cultive a beleza interior: 

Ler um bom livro, matricular-se em um curso de cinema e ganhar novos conhecimentos, de forma geral, são formas de enriquecer seu mundo interior. A aparência é só uma pequena parte da identidade, e às vezes, a obsessão pela imagem apenas esconde a falta de auto-conhecimento e a rejeição de aspectos da própria personalidade.

Aceite-se: 

Desvie seu foco da superficialidade. Se a obsessão é com suas pernas, corra alguns quilômetros para aprender a valorizá-las. Se a barriga incomoda, lembre-se de que é um espaço onde a vida é gerada. Reforce suas qualidades e minimize os defeitos. 

Encarar os problemas, buscar soluções e concentrar a atenção no que realmente importa ajudam a desviar o foco da ansiedade e dos pensamentos obsessivos. É a única forma de viver uma vida mais satisfatória e feliz.

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